quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Facebook lança cartão para presente


O Facebook anunciou nesta quinta-feira, 31, o lançamento de seu cartão para presentes exclusivo para a rede social.

O Facebook Card é um cartão físico para presentes e reutilizável, que permite ao usuário gerenciar compras feitas a partir de diferentes varejistas no mesmo cartão.

“Após adquirir um cartão, a próxima vez que receber um cartão de presente Facebook Card, o mesmo será automaticamente adicionado ao seu cartão pré-existente”, afirmou a empresa em comunicado. “Seu cartão poderá gerenciar múltiplos balanços de compras e cada saldo é dedicado ao varejista associado ao presente”.

Na prática, isto significa que o usuário poderá ter, por exemplo, US$ 80 em uma loja de cosméticos e US$ 15 em uma loja de eletrônicos no mesmo saldo.

Para realizar uma compra, o usuário deve acessar a categoria Cartões de Presente & Digital (disponível apenas para os Estados Unidos), selecionar um valor e finalizar a compra.

Após efetuada a compra, o destinatário do presente receberá uma notificação e receberá o cartão de presente por e-mail dentro de alguns dias. Em posse do cartão, o usuário poderá utiliza-lo da forma que escolher e na loja parceira que desejar.

Os saldos e detalhes das compras podem ser acompanhados por meio do perfil do usuário no Facebook. No entanto, a função Facebook Card e as compras por meio da rede social só estão disponíveis nos Estados Unidos.

Fonte: INFO Exame

Programa Cidades Digitais é incluído no PAC e ganha reforço de R$ 100 milhões

O Programa Cidades Digitais do Ministério das Comunicações será incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) por determinação da Presidente Dilma Roussef e terá um reforço de R$ 100 milhões no orçamento de 2013. A informação foi passada nesta terça-feira, 29/01, pelo Ministro Paulo Bernardo.

O Ministério Comunicações assinou 80 contratos com os municípios selecionados na primeira chamada que se encerrou em outubro de 2012. A partir de 4 de fevereiro será feita nova chamada para os municípios que querem participar do programa e devem se inscrever e procurar informações no site do Ministério: www.mc.gov.br

O projeto piloto Cidades Digitais do Ministério das Comunicações possibilita a modernização da gestão das cidades com a implantação de infraestrutura de conexão de rede entre os órgãos públicos, de aplicativos de gestão pública, capacitação de servidores, a disponibilização de espaços de acesso público e gratuito à internet para a população. Proporciona o acesso da comunidade aos serviços de governo, além da inclusão digital dos municípios brasileiros, resultado em desenvolvimento local. O projeto conta, entre outros, com a parceria do Ministério do Planejamento, da Telebras, do Inmetro e do BNDES.

Essa primeira fase será montada por duas empresas - Peltier/Petcom e G4S, que serão as responsáveis pela infraestrutura no projeto piloto que envolve 80 municípios, em valor global de R$ 44,9 milhões. As duas foram selecionadas em licitação realizada em novembro do ano passado.

A rede das Cidades Digitais é composta por um anel de fibra óptica que interliga os órgãos públicos locais. Empresas integradoras, contratadas por meio de pregão eletrônico, serão as responsáveis pelo fornecimento de equipamentos, serviços de instalação, suporte técnico e capacitação da administração municipal.

As empresas operarão a rede por seis meses e, por três anos, darão garantia de funcionamento da infraestrutura implantada. A avaliação, aceitação e certificação da rede são do Inmetro. A infraestrutura básica e os aplicativos poderão ser expandidos, posteriormente, inclusive com financiamento do BNDES.
 
Fonte: Convergência Digital

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

HP amplia fabricação de servidores no Brasil

Empresa passa a montar em Campinas os três modelos de missão crítica da linha Integrity série 9500.

Para reforçar a presença no mercado de servidores no Brasil e ter preços mais competitivos, a HP está ampliando a produção local nessa área. A fabricante começa a montar no País a linha de missão crítica da família Integrity série 9500, baseada em processadores Itanium da Intel para ambiente Unix.

A HP fabrica servidores no Brasil desde 1998, com centro fabril instalado na cidade de Campinas (SP). Os primeiros equipamentos de missão crítica começaram a ser montados aqui em 2011 e agora a empresa decidiu investir na produção local também dos equipamentos Integrity da série 9500.

Nesta fase serão montados no País os três modelos blade i4 lançados recentemente que são os BL860c, BL870c e BL890c, projetados para gabinete HP BladeSystems c-Class.

Segundo Marcos Gaspar, diretor de vendas de servidores de missão crítica da HP Brasil, a produção local desses equipamentos faz parte de um plano da companhia para enfrentar a concorrência com mais agressividade.

As máquinas que serão montadas no Brasil deverão custar 20% menos que as importadas da linha, que hoje tem preço médio de 40 mil dólares.  “Seremos mais competitivos por causa das vantagens do PPB [Processo Produtivo Básico]”, promete Gaspar.

Os servidores Integrity da série 9500 são para aplicações de missão crítica em ambiente de alta disponibilidade Unix, como sistemas de gestão empresarial (ERP), Big Data, billing de operadoras de telecom e processamento na nuvem.

O principal alvo da HP com os novos servidores Integrity é a base de clientes dos modelos de servidores antigos. “Queremos que eles se beneficiem dos novos recursos”, conta Gaspar informado que a HP Financial Services pode ajudá-los na migração, apoiando na recompra das máquinas obsoletas.

Mesmo com o avanço de cloud computing, o executivo da HP constata que muitas empresas estão comprando servidores para processar aplicações em casa ou em nuvem privada. Ele observa que as vendas estão mais aquecidas nos segmentos de manufatura, telecom e de finanças. Os data centers também são grandes apostas da companhia.

Mercado brasileiro de servidores

Não é à toa que a HP está investindo em produção local de servidores no Brasil. As vendas desse produto movimentaram 1,4 bilhão de dólares em 2012, com crescimento de 2,9% em comparação com o ano anterior. Esse valor representou 2,6% dos negócios globais que foram de 56 bilhões de dólares, segundo estudos da IDC.

Para 2013, a consultoria de pesquisas prevê que essa indústria terá uma performance melhor. As projeções são de um incremento da receita de 6,4%, caso o Brasil encerre o ano com Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5%.

Alexandre Vargas, analista da IDC para o mercado de servidor e storage na América Latina, avalia que os negócios dessa indústria foram impactados no ano passado porque algumas compras foram adiadas. Ele cita como exemplo o setor de governo que segurou propostas.

Hoje o mercado de mainframe representa cerca de 30% das compras totais de servidores no Brasil, segundo a IDC. Essa plataforma ainda tem vida longa no mercado local, apesar de ter registrado uma queda de 0,77% em 2012. No mundo esse declínio foi de 2,81%.

Já as vendas de servidores Unix deverão crescer 7,46% entre 2012 e 2016, enquanto que a plataforma x86 alcançará taxas de 4,31%.

Fonte: Computer World

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pentágono vai ampliar força de segurança cibernética


O Pentágono planeja designar significativamente mais pessoal para o combate a crescentes ameaças contra as redes de computadores do governo dos Estados Unidos, nos próximos anos, e para conduzir operações ofensivas contra inimigos externos, anunciou um dirigente do setor de defesa norte-americano no domingo.

O plano, que ampliaria consideravelmente os quadros militares e civis do Comando Cibernético dos EUA, surge no momento em que o Pentágono está promovendo o novo comando a um patamar semelhante a um dos mais importantes comandos de combate do país.

O funcionário afirmou que não haviam sido tomadas decisões formais sobre a expansão dos efetivos ou a transformação do Comando Cibernético em comando "unificado" como o Comando Estratégico norte-americano, que orienta o Comando Cibernético e controla o arsenal nuclear dos EUA.

Quaisquer mudanças na estrutura do comando de combate serão feitas com base nas necessidades estratégicas e operacionais, e levarão em conta a necessidade de uso eficiente do dinheiro dos contribuintes, disse o funcionário, que não tinha autorização para falar publicamente sobre a questão.

O funcionário disse que o Pentágono está trabalhando em estreito contato com o Comando Cibernético e os principais comandos militares dos EUA a fim de desenvolver "a estrutura de forças ideal para operar com sucesso no ciberespaço".

O jornal Washington Post, citando importantes funcionários do setor de defesa, reportou na noite de domingo que o Pentágono havia decidido expandir os efetivos do Comando Cibernético dos atuais 900 integrantes para 4,9 mil membros nos próximos anos.

O funcionário confirmou que o Comando Cibernético planeja expandir significativamente a sua força, mas disse que os números específicos mencionados pelo jornal são "pré-decisórios".

O jornal afirmou que funcionários importantes do Pentágono haviam chegado a acordo quanto à necessidade de expandir a força no final do ano passado devido a uma série de ataques, entre os quais, uma invasão que apagou as memórias de mais de 30 mil computadores em uma companhia estatal de petróleo da Arábia Saudita, segundo o jornal.O Pentágono planeja designar significativamente mais pessoal para o combate a crescentes ameaças contra as redes de computadores do governo dos Estados Unidos, nos próximos anos, e para conduzir operações ofensivas contra inimigos externos, anunciou um dirigente do setor de defesa norte-americano no domingo.

O plano, que ampliaria consideravelmente os quadros militares e civis do Comando Cibernético dos EUA, surge no momento em que o Pentágono está promovendo o novo comando a um patamar semelhante a um dos mais importantes comandos de combate do país.

Fonte: INFO Exame

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hackers do Anonymous são condenados à prisão

Criminosos haviam atacado os sites da MasterCard, da Visa e do PayPal.


Dois hackers associados ao grupo Anonymous foram condenados à prisão nesta semana, por conta da participação em ataques DDoS aos sites da MasterCard, da Visa e do PayPal. Chistopher Weatherhead, de 22 anos, e Ashley Rhodes, de 28 anos, ambos do Reino Unido, vão passar 18 e 7 meses, respectivamente, na prisão.

Os ataques geraram milhões em prejuízos para as companhias envolvidas. Somente para o PayPal, por exemplo, o rombo foi de cerca de US$ 5,5 milhões. Os ataques DDoS foram realizados entre o período de agosto de 2010 e janeiro de 2011. Essa é a primeira condenação no país por conta de ataques dessa espécie.

Outros envolvidos no ataque, cuja participação foi menor, também foram julgados ou ainda vão a julgamento. É o caso de Peter Gibson, condenado 6 meses de prisão e Jake Birchall, cujo julgamento está marcado para o dia 1 de fevereiro. A ação ficou conhecida como “Operation Payback” e foi realizada por conta do corte do apoio das instituições ao site WikiLeaks. Meses depois, o próprio grupo Anonymous rompeu relações com o site fundado por Julian Assange.

Fonte: Tecmundo

Cientistas brasileiros criam nanomaterial capaz de remover poluentes

Invenção remove poluentes metálicos e tóxicos presentes em efluentes industriais.
 

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) obteve nesta semana a patente sobre a invenção de um nanomaterial superparamagnético, que pode ser usado para remover poluentes metálicos e tóxicos presentes em efluentes industriais.

A invenção foi desenvolvida pelas pesquisadoras Mitiko Yamaura e Ruth Luqueze camilo, ambas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, e pelo pesquisador Luiz Sampaio, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. A patente, depositada em 2003, tem prazo de validade de 20 anos, contados a partir da data do depósito.

Feito à base de partículas de magnetita em escala nanométrica, o material é uma alternativa barata se comprado aos métodos tradicionais existentes. A metodologia consiste na remoção das nanopartículas com os poluentes com uso de campo magnético produzido por um ímã.

Fonte: Tecmundo

SUS não oferece novas tecnologias

Vida longa. O desejo de muitas pessoas pode estar mais perto do que se imagina. Alguns cientistas afirmam que as próximas gerações viverão até 150 anos e que os primeiros seres humanos a passar desta idade já nasceram e estão entre as crianças e os jovens de hoje. 150 anos pode parecer utopia, mas o fato é que os avanços da medicina têm cada vez mais um papel determinante no aumento da expectativa de vida das pessoas.  Exames modernos, e outros nem tanto, têm ajudado a contribuir para o diagnóstico precoce e cada vez mais seguro, e, conseqüentemente, para uma vida mais longa e com mais qualidade. De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2009, a esperança de vida ou expectativa de vida dos brasileiros é em média de 72,8 anos, essa média varia segundo o sexo, a média de vida das mulheres é de 76,7 anos e de homens é 69,1.

Figura em: Uma das áreas que mais foram beneficiadas com o desenvolvimento tecnológico da área de saúde foi a neurologia

O vice-coordenador do Centro Avançado de Oncologia da Liga norte-riograndense contra o câncer, Arthur Villarim, explica que nos casos de doenças como o câncer o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento, mas nem sempre é necessária a realização de um exame de ponta. "As pessoas falam muito em tecnologia, virou uma espécie de moda, mas a gente não pode esquecer que existem métodos de diagnósticos já antigos que são muito bons. A mamografia para o câncer de mama, por exemplo, é excelente, é muito sensível, tem capacidade de identificar o tumor, precocemente. Se a gente conseguisse hoje no Brasil fazer com que toda mulher a partir dos 50 anos fizesse uma mamografia  anualmente era uma grande vitória. E isso não é uma tecnologia de ponta, é uma tecnologia da década de 50. Mas no nosso país ainda se nega esse direito a uma paciente. Tem uma larga parcela de mulheres que não faz esse exame", diz.

O diretor do departamento de regulação, controle e avaliação do sistema da Secretaria Municipal de Saúde, Haroldo Melo, informou que a SMS autoriza a realização de 668 mamografia por semana. Ele explica que a secretaria não tem um número da demanda reprimida porque os dados não são atualizados no sistema de regulação.  "É evidente que a população que precisa deste exame é  infinitamente maior do que a atendida. Mas a falta de informação ainda faz com que muitos não procurem o exame", diz.

Tecnologia

Se exames simples como uma mamografia ainda não estão ao alcance de todos o que pensar de uma tomografia  computadorizada com emissão de pósitrons, exame avançado - e caro - que permite estudar o metabolismo dos tecidos e células do corpo. "No caso do câncer ele permite ver o metabolismo de um tumor", diz Villarim. A partir da injeção de glicose radioativa no corpo, o equipamento pode detectar se existem áreas do organismo onde o consumo de glicose é maior. "Os tumores costumam apresentar um metabolismo muito elevado e, dessa forma, concentram muita glicose. O Pet é capaz de detectar com altíssima precisão a localização desses tumores, geralmente de forma precoce em relação aos outros métodos de imagem".

O médico nuclear diz ainda que a  tomografia  computadorizada com emissão de pósitrons é, até em nível mundial, o que existe de mais moderno em termos de diagnóstico de tumores. "O Rio Grande do Norte tem a tecnologia de ponta em termos de diagnóstico, mas o acesso, infelizmente, ainda não é para todos".

O exame é realizado no estado há dois anos, mas somente a Liga tem o aparelho e o acesso através do SUS é limitado. "Infelizmente ele não consta na tabela nacional do SUS e por isso não pode ser autorizado pelo sistema", explicou Villarim. O custo de um exame como este gira em torno de R$ 4 mil.

No entanto, a Liga conseguiu fazer um contrato diretamente com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) que disponibiliza 37 exames por mês.

Planos também não garantem acesso

O mesmo acontece com procedimentos cardiológicos. "Temos o que há de mais moderno, mas o acesso ainda não é 100%", diz o cardiologista intervencionista Itamar Ribeiro. Dentre os procedimento mais modernos na cardiologia Itamar Ribeiro destaca o Implante Transcateter de Valva Aórtica, tratamento indicado para pacientes com estenose aórtica. Ele explica que com a idade, a válvula aórtica do coração pode calcificar comprometendo o fluxo de sangue no corpo. Esse é um problema comum em pessoas com idade avançada e um terço dos pacientes que precisam fazer a troca desta válvula não podem ser submetidos à cirurgia por causa da idade ou doenças que aumentam o risco de morte na operação. O cardiologista explica que antigamente a única saída para o paciente com estenose aórtica era a cirurgia que abre o tórax e oferece riscos. O Implante Transcateter de Valva Aórtica (TAVI) é um meio mais seguro, eficaz e menos invasivo para corrigir a obstrução em pacientes idosos com estenose aórtica já que permite a substituição da valvula aórtica sem a necessidade de abrir o tórax.

O procedimento custa, em média, R$ 100 mil e, apesar da sua importância para salvar vidas, também não é oferecido pelo SUS. "Aqui no Incor nós já fizemos um procedimento deste pelo SUS, mas foi por determinação judicial. Esse é um procedimento que nós temos dificuldades de autorização até de planos de saúde. Aliás, nós temos muita dificuldade em autorização de procedimentos por parte dos convênios, mesmo de procedimentos já sacramentados. Eu já tive 3 pacientes que morreram aguardando autorização para a realização do procedimento, hoje eu tenho quatro pacientes aguardando autorização dos convênios. É triste porque é uma doença que não tem remédio, não tem cura, o paciente morre mesmo se não trocar a válvula aórtica", afirmou.

Diagnósticos são mais precisos

A reportagem também conversou com o neurologista Nilson Pinheiro que concordou com a afirmação dos outros especialistas no que diz respeito ao avanço da qualidade da imagem de exames. "Antigamente um estudo se resumia a 20, 30 imagens em uma tomografia computadorizada, por exemplo. Hoje nós temos 500 imagens em um tempo muito menor e com muito mais precisão. Isso nos possibilita a dar diagnósticos de muito mais precisão", diz o neurologista.

Dentre os métodos de diagnóstico que avançaram nos últimos anos contribuindo para diagnósticos precoces e, conseqüentemente, maior sucesso nos tratamentos, ele destacou a angiografia cerebral. "Antigamente o diagnóstico de doenças vasculares cerebrais, por  exemplo, aneurisma, má formação vascular, ou estenose intracraniana, carecia de uma angiografia cerebral, procedimento que comporta riscos, pequenos, mas existe risco, e tem a  necessidade de cateterismo e internamento do paciente para a realização do exame. Com o advento da angioressonância e da angiotomografia - que na verdade são feitos no mesmo aparelho, mas com softwares específicos - a gente não tem necessidade de invadir o paciente", diz.

Ele explica que a doença aneurismática familiar é comum, e quando um ou dois familiares constituem essa doença, todos os outros parentes de primeiro grau têm que fazer a angiografia. "Se um fizer e disser que é um procedimento doloroso o outro já não quer fazer. Com a angiotomografia,  o paciente toma um contraste na veia e a  gente consegue definir. Não há invasão". Este método, assim como a angioressonância, vem sendo cada vez mais usado pelos médicos por apresentar um diagnóstico mais rápido e preciso. Na parte terapêutica, ele diz que  um dos procedimentos mais modernos é o implante de stent diversor de fluxo para casos de aneurismas gigantes. O médico explica que o procedimento é implantar um stent, como se fosse um canudo, que faz um contorno da artéria. "O stent é colocado por dentro da artéria e reveste a artéria toda. O aneurisma fica por fora, não circula sangue por ele. Tudo feito através de um catéter". O procedimento, que promove a reconstrução das artérias do cérebro, é minimamente invasivo. Somente a prótese, o stent, para esta cirurgia custa em torno de R$ 50 mil. "O SUS não cobre esse procedimento", diz Nilson Pinheiro.

Vida longa depende de prevenção

Apesar de reconhecer que os avanços na qualidade de diagnósticos contribuem para  a qualidade de vida e aumentam a expectativa de vida das pessoas, o neurocirurgião Nilson Pinheiro revela que existe uma discussão do ponto de vista da saúde pública em torno dos procedimentos de alto custo. "São tecnologias caras e a gente sabe que para uma ou duas pessoas viverem um pouco mais a gente acaba privando outros tantos de assistência básica. É uma questão que passa pelo campo ético e financeiro e não pode ser renegado", diz. O médico ressalta que esses procedimentos são muito importantes e que é necessário tê-los à mão, "mas tem que ser de uso muito racional porque o uso desenfreado desse tipo de tecnologia tem repercussão no sistema".

Prevenção

"Não tem exame milagroso. As pessoas querem confiar demais no exame, demais na tecnologia, achando que vai ter uma varinha de condão que vai mudar as coisas. Não vai. A prevenção ainda é a melhor arma que se dispõe para que a pessoa viva mais e com qualidade de vida". A opinião do cardiologista Itamar Ribeiro é unanimidade entre os especialistas consultados pela Tribuna do Norte.

"Quando as pessoas vêm conversar comigo  querem um milagre, mas nada substitui uma alimentação saudável, o controle do peso, a prática de exercícios físicos regularmente. Não adianta ter uma tecnologia de pontas disponível se você não cumprir essa primeira etapa que é a prevenção", diz o cardiologista.

Pacientes  recorrem ao Ministério Público

A dificuldade em conseguir exames na rede pública muitas vezes obriga os usuários do Sistema Único de Saúde a recorrerem ao Ministério Público. De acordo com a Promotora de Justiça da Saúde, Elaine Cardoso, o MP Estadual recebe diversos pedidos de pacientes que têm a prescrição de exames e não estão conseguindo realizá-los pela via administrativa junto à secretaria pertinente. Mas, segundo ela, este número não chega a ser muito expressivo. "Nos meses de outubro 2012 a janeiro de 2013, por exemplo, foram cerca de 16 pacientes reclamando para conseguir a realização de algum exame", informou.  Elaine Cardoso explicou que o primeiro passo adotado pelo atendimento é verificar se já há na prescrição médica o carimbo de que o paciente passou pelo setor de regulação próprio da Secretaria estadual de Saúde, no caso dos exames de alta complexidade, ou da Secretaria Municipal, no caso de média complexidade. Se não passou pelo setor referido, deverá voltar lá. De acordo com a promotoria de Saúde, de outubro 2012 a janeiro 2013, existem reclamações de exames variados como ressonância magnética, ultrassonografia (de diversos tipos), ureterolitotripsia e eletrocardiograma. "Neste sentido, vale ressaltar que o Ministério Público já ajuizou ações para melhorar a garantia de forma coletiva acerca de exames de alta complexidade, como ressonância e tomografia, e exames de média complexidade".

De acordo com a promotora o perfil da pessoa que recorre ao Ministério Público em busca de exames é variável.

Fonte: Tribuna do Norte - RN