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segunda-feira, 1 de abril de 2013

DNA é o Linux do mundo natural


Nós provavelmente assumimos mesmo que vagamente que um dia os computadores nos superarão, e deve ser por isso que é tão perturbador saber que os códigos de computadores estão evoluindo como códigos genéticos. Ao comparar o genoma bacteriano ao Linux, pesquisadores encontraram a “sobrevivência do mais apto” atuando na programação de computação.

Sergei Maslov, do Laboratório Nacional de Brookhaven, e o estudante Tin Yau Pang observaram como diferentes componentes em genomas e códigos de computadores funciona. Eles notaram que em ambos os exemplos de sistemas complexos, as partes constituintes prevalecentes se tornaram generalizadas por serem tão integradas que não podem ser removidas. E isso acontece ao contribuírem para a reprodução, seja diretamente ou através de expansões que tornam a reprodução possível.

Faz sentido que quão mais um gene ou um programa específico é usado, mais os desenvolvimentos futuros dependerão dele, mas a surpresa está na similaridade em frequência de uso entre genes importantes e programas de computadores. Maslov e Pang observaram 500 espécies de bactérias e 2 milhões de computadores individuais. Eles descobriram que a frequência que certos códigos genéticos são usados em processos fundamentais para a vida de bactérias era muito próxima à frequência de instalação de 200.000 pacotes de Linux. Maslov explica:

    "Nós descobrimos que pode os determinar o número de componentes cruciais esses sem o qual outros componentes não funcionariam com um simples cálculo que é verdadeiro tanto em sistemas biológicos como em computadores… as bactérias são o BitTorrent da Biologia."

Você descobre o número de partes fundamentais ao tirar a raiz quadrada dos componentes dependentes. Mas como Maslov diz, isso só funciona com código aberto, onde a evolução acontece “naturalmente”. Ok, definitivamente nosso universo é uma simulação computacional agora.

Fonte: Gizmodo

domingo, 18 de novembro de 2012

Músculo feito com nanotubos de carbono e cera é mais forte que você


A expansão e contração dos músculos nos mantém vivos a cada segundo de cada dia. Mesmo que sejam uma parte fundamental da nossa existência, ainda não conseguimos recriá-los muito bem. Quer dizer, até agora: cientistas descobriram recentemente o que pode ser uma boa solução fios de carbono cheios de cera.

Esta tecnologia de músculos artificiais foi desenvolvida por uma equipe de cientistas incluindo dois brasileiros na Universidade do Texas em Dallas (EUA). Ela é centrada no uso de nanotubos de carbono.

Os nanotubos ganham a forma de fios retorcidos (imagem acima), cujo volume é preenchido com cera de vela. Quando exposto ao calor (ou à tensão elétrica), o fio se expande e contrai como um músculo orgânico, à medida que a cera interna derrete e se solidifica de novo.

Estes músculos de cera não são apenas um impressionante avanço da nanotecnologia: eles também são muito mais eficientes do que os seus músculos. Os músculos de nanocarbono podem levantar 100.000 vezes o seu peso e gerar cerca de 85 vezes mais energia mecânica do que músculos de carne do mesmo tamanho.

Além disso, o músculo em fios pode assumir um formato de tecido, tornando-o um material muito versátil. Esta tecnologia talvez apareça em robôs e micromotores, mas não irá para seu corpo: os pesquisadores observam que os músculos são “atualmente inadequados” para substituir sua carne fraca. Talvez um dia.

O estudo, publicado na revista Science, contou com a colaboração de cientistas em vários países, inclusive no Brasil, onde três pesquisadores da Unesp e Unicamp contribuíram para a pesquisa. 

Fonte: Gizmodo