sexta-feira, 27 de abril de 2012

saiba como funcionam as legendas automáticas nas TVs

Legenda oculta mostra diálogo em cena da novela "Malhação"

Na sala de espera do hospital, na padaria, no bar ou restaurante: você bate o olho na televisão e lá estão aquelas legendas automáticas – por vezes sem pé nem cabeça – mostrando o que é falado no programa exibido naquele momento. É o recurso “closed caption” ou legenda oculta. Como elas vão parar lá? Quem faz esses textos? Por que lemos tantos erros? Veja a seguir essas dúvidas e outras curiosidades respondidas:

Como as legendas são feitas?
Os textos são criados especialmente para pessoas com deficiência auditiva, então têm de descrever, além das falas, ruídos ou sons de plano de fundo. Tanto softwares especiais de reconhecimento de voz como “pessoas de carne e osso” podem transcrever esses textos.

Máquina: esse método é mais comum em programas gravados. O roteiro daquele filme ou episódio é usado para guiar o trabalho de quem faz a legenda. Quem legenda ouve o que é falado na cena e repete as frases devagar ao computador com software que reconhece voz. Além disso, o profissional insere as marcações de som (bater de palmas, risos, música de fundo). Cada hora de vídeo vira de 3 a 5 horas de trabalho para fazer o closed caption. Nos programas gravados, geralmente há revisão das legendas antes da digitalização. (Ao lado uma figura em: Modelo de estenótipo digital comumente utilizado para transcrição de legendas de vídeos na TV. O aparelho envia o texto direto para o computador)

Homem: esse método é mais comum em programas ao vivo. Um jornal, por exemplo, pode ser legendado de acordo com o fornecimento do texto do teleprompter (aparelho que mostra o que os apresentadores têm de narrar). Quando o repórter entra ao vivo, a legenda fica a cargo de um estenotipista (profissional que usa um estenótipo digital, máquina desenhada especialmente para a digitação rápida de palavras, com número reduzido de teclas, que envia as legendas direto ao computador). Muitas emissoras brasileiras utilizam essa técnica para programas gravados também.
Por que encontramos tantos erros nas legendas ocultas?

Nem sempre o software transcreve corretamente as palavras ditas e também há dificuldade em registrar o que pessoas falam ao mesmo tempo. No caso do estenotipista, apesar de o profissional ser treinado para transcrever as frases corretamente, erros também podem ocorrer, dada a alta velocidade de digitação.

Mas só isso não explica tudo, diz Leonardo Coelho David, fundador da Closed Caption Brasil. “Isso ocorre porque no Brasil não há uma preocupação como nos Estados Unidos em produzir legendas de qualidade. As emissoras deveriam contratar especialistas no assunto e melhorar o padrão de qualidade. Não se respeita o direito das pessoas portadoras de deficiência auditiva”, reclama.

Software utilizado durante o processo de inserção das legendas ocultas em programas de TV

Como a legenda vai parar na televisão?
A imagem que vemos na televisão é composta por um grande número de linhas verticais e horizontais (um aparelho de alta definição, por exemplo, apresenta 1080 linhas). Na chamada “linha 21” é feita uma espécie de interrupção do sinal para a próxima linha (o termo técnico é “intervalo de apagamento vertical"), onde são inseridos os dados das legendas, que não aparecem de imediato na imagem, daí o nome “legenda oculta”. A informação fica contida no sinal enviado à TV até sua casa, basta acionar o botão do controle remoto (também existem aparelhos decodificadores de closed caption, menos comuns) para visualizá-las.
Saiba outras curiosidades

Como surgiu?
A ideia de criar as legendas ocultas surgiu há cerca de trinta anos, nos Estados Unidos, explica David. “Naquela época, a intenção era auxiliar pessoas com deficiência auditiva a acompanharem os programas. Em 1976, a Comissão Federal de Comunicações regulamentou as transmissões com closed caption, que passaram a ser usadas em programas gravados. As legendas ocultas só chegariam a programas ao vivo em 1982, na transmissão da Cerimônia do Oscar.
Como veio parar no Brasil?

David conta que, no início dos anos 90, tentou oferecer a tecnologia de captura de legendas para uma grande emissora no Brasil, mas não houve interesse.  Foi a partir de 1997 que o uso de legendas ocultas começou a crescer nas emissoras: naquele ano, o Jornal Nacional, da Rede Globo, passou a usar o recurso.

O closed caption é obrigatório no Brasil?
Sim, a portaria 310/2006 do Ministério das Comunicações estabelece que em 2012 as emissoras reservem 12 horas de programação com recursos de acessibilidade, entre eles o da legenda oculta. A partir de junho deste ano, essa a reserva sobe para 14 horas de programação. A partir de 2017, a totalidade da programação deverá conter os recursos de acessibilidade. No entanto, o projeto de PL 2.462, do deputado Ricardo Izar (PSD), em tramitação na Câmara dos Deputados, quer impor um novo cronograma de adoção de percentuais mínimos de programas com closed caption.

Símbolo da ''Closed Caption'', também chamada de legenda oculta, é mostrado no vídeo para indicar a disponibilidade do recurso

As legendas servem apenas para deficientes auditivos?
Não, além das pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva (no Brasil, eles são 9,8 milhões, segundo dados do IBGE-2010), as legendas ocultas também ajudam, diz David, idosos, que sofrem a perda natural da capacidade auditiva com o avançar da idade; crianças em alfabetização; analfabetos em processo de aprendizado da língua.

Além dessas pessoas, já é comum encontrar televisores em locais públicos e barulhentos com o recurso ligado, como bares, restaurantes, salas de espera etc.

Todas as TVs têm o recurso Closed Caption?
Atualmente, sim. Para terem a habilidade de mostrar as legendas, os televisores necessitam de um circuito eletrônico especial, que nos Estados Unidos desde os anos 90 é inserido nos aparelhos. Essa tecnologia acabou sendo repassada às fábricas no mundo.
Como as emissoras de televisão contratam esse serviço?

Segundo David, existem várias empresas no Brasil que oferecem o serviço de closed caption e, normalmente, essas companhias são ligadas a emissoras de TV e produtoras de vídeos.

Fonte: UOL/Tecnologia

TDT: Mudança "é um verdadeiro marco" na história da televisão em Portugal

A introdução da TDT em Portugal, que hoje fica concluída com o desligamento dos últimos emissores de sinal analógico, "é um verdadeiro marco" na história da televisão portuguesa, disse à Lusa o administrador da Anacom, Eduardo Cardadeiro. (Ao lado uma figura em: TDT: Mudança "é um verdadeiro marco" na história da televisão em Portugal - Eduardo Cardadeiro)

"Do ponto de vista da história da televisão em Portugal é um verdadeiro marco, na medida em que a televisão que se iniciou há 55 anos atrás, naquele formato, desaparece hoje e fica apenas e em definitivo o sinal de televisão digital terrestre", afirmou o administrador da Anacom - Autoridade Nacional das Comunicações.

"O que se vai passar é a conclusão do plano de 'switch off' que foi aprovado já há mais de um ano e meio e que previa que na sua terceira fase se desligassem os emissores analógicos, alguns na faixa litoral, na zona Norte, e toda a faixa do Minho e todo o interior de Portugal Continental", adiantou o responsável.

A cerimónia que marca o fim do sinal analógico em Portugal decorre hoje, cerca das 12:30, no Porto, com as presenças de membros do Governo e responsáveis da Anacom e da Portugal Telecom (PT), operadora que tem a gestão da rede de televisão digital terrestre (TDT).

A partir deste último desligamento dos transmissores e retransmissores, "quem não estiver preparado vai ficar sem televisão", afirmou Eduardo Cardadeiro.

O administrador da Anacom lembrou que, neste último mês, todas as famílias que ainda estavam dependentes do sinal analógico viam na sua televisão uma sinalética a recordar que a data do desligamento estava próximo.

Por isso, "todas as famílias estavam inequivocamente informadas do final do sinal de hoje. Há todas as condições para que todas as pessoas vejam o sinal digital de televisão", afirmou.

Segundo o último inquérito da Anacom disponível sobre TDT, 10 por cento das famílias necessitavam de se adaptar e ainda não estavam adaptadas, um terço delas não pretendia mesmo ver televisão e os outros dois terços invocavam várias razões.

"Estaremos a falar de menos de três por cento das famílias em Portugal" nessa situação, disse Eduardo Cardadeiro.

A expectativa da Anacom é de que "esta possa ser uma estimativa por alto" e que, entretanto, tenham migrado para a TDT.

Com o desligamento dos últimos 15 emissores analógicos, entre os quais os do Marão, Montejunto e Monte da Virgem, e mais de uma centena de retransmissores analógicos, o plano de 'switch off' fica concluído, deixando o sinal analógico de ser emitido "em definitivo em todo o território de Portugal".

"O que não fica concluído é o processo de migração, na medida em que todas as famílias que ainda não tenham migrado até hoje fá-lo-ão nos próximos dias", salientou o administrador.

"Esperamos [que o façam] o mais rapidamente possível, porque estamos convencidos de que a informação chegou a todas as pessoas como era possível fazer chegar", salientou Eduardo Cardadeiro.

O fim das emissões televisivas em sinal analógico ocorre três anos após a decisão em Conselho de Ministros e mais de 10 anos depois de falhada a primeira tentativa de introduzir a TDT.

O processo tem sido alvo de várias críticas, nomeadamente pelos custos envolvidos, sobretudo com a compra de descodificadores, e pela disponibilização apenas dos quatro canais generalistas, ao contrário do que acontece noutros países europeus. Muitas dessas críticas vieram dos municípios.

Definiu-se que cidadãos com grau de deficiência igual ou superior a 60%, que recebam Rendimento Social ou tenham pensão inferior a 500 euros mensais, têm um subsídio para a aquisição do descodificador.

Fonte: MSN/Notícias

quarta-feira, 25 de abril de 2012

GVT, TIM e Vivo ficam fora do ar em 4 Estados do Brasil

Um problema nos cabos de fibra óptica causou a queda dos serviços de algumas operadoras de telefonia móvel e de internet em pelo menos quatro estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Segundo a assessoria da GVT, um dos três cabos de transmissão de dados que sofreu rompimento já foi reestabelecido. Como ele é de contingência e tem menos capacidade que a rota principal, alguns clientes podem experimentar lentidão no acesso à web. Ainda não há previsão, de acordo com a GVT, de quando os outros dois cabos serão consertados. O primeiro levou cerca de duas horas para voltar a funcionar. As empresas não divulgam o número de usuários afetados pelo problema.

A GVT informou, em comunicado, que "clientes do serviço de banda larga da GVT nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul percebem lentidão ou dificuldade de acesso a determinados sites de internet desde o início da tarde; o serviço foi afetado depois que três pontos da rede de longa distância que faz a comunicação de dados para várias operadoras de telefonia e banda larga que operam na região foram rompidos; equipes do fornecedor responsável pela rede trabalham para restabelecer o serviço o mais breve possível". De acordo com o comunicado, clientes GVT podem esclarecer dúvidas pela Central de Atendimento 103 25.

Em contato com o Terra, a comunicação corporativa da GVT explicou que houve um ponto de rompimento na rota principal que liga SP a Curitiba. As duas rotas alternativas também apresentaram problemas (um ponto de rompimento em cada). Essas rotas são compartilhadas, por isso, outras operadoras também apresentam problemas. A transmissão de dados parte de Curitiba para os outros Estados do Sul e a rede de longa distância de dados é administrada por um fornecedor que, segundo a GVT, já está trabalhando nos reparos, mas não há previsão de quando o conserto estará feito.

A TIM enviou um comunicado pouco antes das 16h: "A TIM informa que seus clientes na região Sul podem encontrar dificuldades para utilizar os serviços de voz e dados da operadora, devido a um triplo rompimento de fibra ótica da rede de transmissão que interliga os sistemas desses Estados com o restante do Brasil. Técnicos da TIM já atuam para correção do incidente e restabelecimento dos serviços o mais rápido possível."

Procurada pelo Terra, a Vivo enviou comunicado às 16h34. "A Telefônica | Vivo informa que, por volta das 13h00 de hoje, alguns clientes de Paraná e Santa Catarina podem ter encontrado dificuldades na utilização dos serviços de voz e dados da empresa, devido a rompimentos de cabos de fibra óptica contratados de terceiros. A situação foi normalizada às 15h40 desta tarde, após mobilização de equipes técnicas e de todos os esforços para recuperação dos serviços no menor prazo possível".

Internautas reclamam na web
Usuários no Twitter reclamaram da situação, fazendo com que os nomes das empresas TIM e GVT fossem parar nos tópicos mais falados do microblog no País. "O que esta havendo com a GVT, TIM, VIVO - Todas sem Sinal - Acho que isso é um sinal para o fim do mundo...", disse no Twitter o usuário @Naypolin.

Já a usuária @anandazanini falou: "nao me importo de ficar sem internet gvt mas DEVOLVE O SINAL DA TIM =( MIMIMI". O usuário @OSGuilherme conta mais e pede: "Parece que foi a tempestade solar mesmo. Tim, Claro, Oi, Vivo 3G, GVT e o alarme do meu carro... Tudo louco", afirmou no Twitter.

A usuária @bicmuller também se pronunciou: "Um cabo se rompeu e comprometeu o sinal da TIM, GVT, Oi no SUL do país. É pouco ou quer mais?", disse. Já o usuário Rafael Andreotti, "@opeattack, afirma: "aparentemente um cabo de fibra ótica se rompeu e escangalhou o sinal da GVT e da TIM (...)".

Falha impede transmissão de sabatina
O problema impediu a transmissão ao vivo da sabatina com o pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, realizada na tarde desta quarta-feira nos estúdios do SBT na capital paulista.

Fonte: Terra

Gmail amplia armazenamento para 10 GB

Em conjunto ao lançamento do Google Drive, a equipe do Gmail anunciou por meio do seu blog oficial que o serviço de e-mail passará a ter 10 GB de armazenamento a partir deste terça-feira (24), e que seu espaço continuará crescendo, como antes.

Segundo o engenheiro de software do google, Nicholas Behrens, a novidade faz parte de uma  comemoração ao lançamento do Google Drive, o novo serviço de armazenamento de arquivos na nuvem lançado pelo Google nesta terça-feira (24). O aumento da capacidade, antes de 7.5 GB, começará a ser visto pelos usuários já nas próximas 24 horas.

O Google Drive, um serviço de armazenamento de documentos na nuvem, e nele será possível guardar, acessar e compartilhar arquivos, como vídeos, fotos, Google Docs e PDFs. A proposta é disponibilizar ao usuário manter seus arquivos na nuvem e proporcionar maior acesso e compartilhamento onde estiver. O serviço já está disponível para PC, Mac, dispositivos Android e brevemente em iPhone e iPad.

Fonte:Tech Tudo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Google Drive é oficialmente lançado com 5GB gratuitos para armazenamento

Serviço oferece até 100GB de espaço pago, integração com outros serviços como Gmail e Docs e até reconhecimento de imagens.

O Google acaba de lançar oficialmente seu novo serviço de armazenamento de arquivos em nuvem, o Google Drive. (Ao lado uma figura em: Graças a vazamento de informações por blog francês do Google, o lançamento do Google Drive em abril pode não ser mais um rumor)

Os usuários começarão a utilizar o serviço com os 5GB de espaço para armazenamento de forma gratuita. Também há possibilidade de expansão da capacidade para até 100GB, mas o usuário terá que colocar a mão no bolso e pagar pelo espaço adicional.

Mesmo com integração total com o Docs, também do Google, a empresa caracteriza o novo serviço como a "evolução" da ferramenta de documentos, já que o Drive trabalhará em conjunto com o Docs, na mesma página. No momento, serão lançados aplicativos para PC, Mac e Android. Já os usuários de iOS ainda precisarão esperar.

O Drive também terá integração total com o Gmail, serviço de e-mails do Google. Não será mais preciso enviar os arquivos em anexo, já que o Drive dá a possibilidade de o usuário enviar links através do e-mail.

As ferramentas de busca do serviço também ganharam atenção redobrada. Será possível fazer pesquisas por tipo, dono e até atividade do documento. Haverá reconhecimento de conteúdo usando a tecnologia OCR, que "lê" imagens: por exemplo, se você baixar uma imagem escaneada de um recorte de jornal velho, poderá pesquisá-la usando uma das palavras citadas no artigo.

O Google Drive também terá suporte para mais de 30 tipos de documentos, como vídeos em HD, arquivos do Photoshop e outros. Além disso, também terá 99,9% de uptime, ou seja, garantia de quase todo o tempo em atividade.

Para acessar o Google Drive e começar a utilizar o serviço, basta clicar aqui. Veja abaixo o vídeo de lançamento da ferramenta:


Fonte: Olhar Digital

FBI adverte que 350 mil computadores podem ficar sem internet em julho

Mais de 350 mil internautas de todo o mundo podem perder seu acesso à rede a partir de 9 de julho, quando o FBI apagará os servidores temporários que foram ativados após a descoberta de uma importante trama de pirataria.

A polícia federal americana criou um site www.dcwg.org, que permitirá aos usuários determinar se seus computadores podem estar entre os afetados pela trama, informou nesta segunda-feira um porta-voz do FBI à cadeia "CNN".

A interrupção se inscreve na operação "Ghost Click", que em novembro levou à detenção de seis cidadãos estonianos acusados de fraude, ao infectar centenas de milhares de computadores no mundo todo com um código malicioso nomeado "DNS Changer", que facilitava a entrada de vírus no sistema.

Segundo o FBI, os hackers utilizaram esse acesso para manipular a publicidade na rede, com o que ganharam até US$ 14 milhões em receitas ilegais.

A agência federal calcula que cerca de 350 mil computadores seguem infectados, entre eles 85 mil nos Estados Unidos, onde o vírus chegou até a computadores da Nasa.

Ao desmantelar a trama, o FBI ativou servidores temporários para evitar a interrupção imediata de muitos dos usuários infectados, a fim de dar tempo a eles para limparem seus arquivos.

Em 9 de julho, a agência apagará definitivamente esses servidores, pelo que os usuários de todo o mundo devem comprovar no novo site se o seu computador é um dos afetados.

Fonte: Yahoo

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Qualcomm anuncia centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil

Acordo prevê a instalação do centro, focado em tablets, e a criação de um laboratório para apoiar desenvolvedores brasileiros de aplicativos.

O ministério das comunicações e a Qualcomm, fabricante americana de chipset de celulares, anunciaram nesta sexta-feira (20/04), em Brasília, uma parceria para aumentar o uso de smartphones no Brasil. O acordo prevê a instalação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, focado em tablets e a criação de um laboratório para apoiar desenvolvedores brasileiros de aplicativos para smartphones e tablets, ambos no Estado de São Paulo.

De acordo com o site do Ministério das Comunicações, o laboratório será o primeiro da empresa nesta modalidade no mundo e segundo Rafael Steinhauser, presidente para América Latina da companhia, o Brasil foi escolhido entre os demais países emergentes, porque que cresce muito economicamente e tem massa crítica própria, além de profissionais qualificados. O executivo ainda afirmou que a agenda digital do país é estruturada, se referindo ao Programa Nacional de Banda Larga do Governo Federal.

Segundo o ministro Paulo Bernardo, a intenção é mudar a relação que hoje existe entre os celulares e smartphones de 5 e 1 para 5 e 4, respectivamente. Para ele, a parceria com a Qualcomm é, especialmente, importante neste momento em que o governo quer ampliar o acesso dos brasileiros à internet rápida, principalmente, na área rural, que trará melhoramentos à produtividade do setor.

Paulo Bernardo ainda fez um balanço das ações do Plano Nacional de Banda Larga, reafirmando que o programa não é só internet a preços populares, mas também inclui ações para ampliar o acesso à banda larga no país como a construção de um satélite geoestacionário, a licitação do 4G e da faixa de 450 megaherz para atender à área rural, e a desoneração da construção de redes de fibra óptica.

O ministro também disse que está em negociações com os ministérios da Fazenda, Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para incluir a fabricação de smartphones na Lei do Bem. A ideia é que haja barateamento do aparelho para que estes possam chegar às mãos de mais brasileiros. Steinhauser concordou que o smartphone "é o melhor e mais democrático acesso à banda larga e pode ser grande indutor da inclusão digital".

A empresa americana também planeja cooperar com a indústria nacional de eletroeletrônicos e com os centros de educação e tecnologia brasileiros no campo de comunicação sem fio. Ainda está prevista a alocação de uma parte do fundo de investimento da empresa para fomentar  startups de tecnologia no país.

A contrapartida do governo brasileiro na parceria é a criação de incentivos para a produção local de smartphones como a já citada inclusão do aparelho na Lei do Bem, o que deverá reduzir significativamente o preço final dos aparelhos.

Fonte: Olhar Digital