segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Chips Intel Core i7 são desmontados, fuçados e comparados: bons, mas caros

Os chips Intel Core i7, também conhecidos como Nehalem, estão aqui e lá no Bit-Tech eles estão como os i7 965, 940 e 920 para rodá-los por um processo de teste para verificar se eles são tão alucinantemente rápidos quanto ouvimos dizer que eles seriam. E os resultados são que sim, eles são. Se você for um usuário pesado, executando rápidas conversões de vídeo ou estressando de algum outro modo o seu processador até o limite de todos os seus núcleos com hyper-threading, então o 965 topo de linha é um chip monstruoso, aparentemente. Mas, por 999 dólares, ele tá meio carinho. O Bit-Tech acha que, se você for um grande entusiasta ou só um gamer, você provavelmente se daria melhor com o 920 que sai mais em conta, ainda sendo bastante potente e custando meros 284 dólares. Clique no link para ler uma review completa para fãs de processadores.

Fonte: Bit-Tech

domingo, 2 de novembro de 2008

Software é capaz de duplicar a sua chave usando uma foto tirada a 60 metros de distância

Existem serralheiros habilidosos por aí que são capazes de reproduzir uma chave a partir de imagens de alta resolução, mas este novo software desenvolvido por cientistas da computação da Universidade da Califórnia em San Diego simplificou o processo a um nível assustador. Na verdade, o sistema “Sneakey”* é capaz de reproduzir uma chave com uma simples imagem meio granulada tirada por um celular ou, em certos casos, a partir de uma foto tirada a 60 metros de distância com uma lente de 5”.

Fonte: Gizmodo

Conheça os diferentes tipos de cartões de memória

O que é o que é? Existe na sua câmera digital, no meu PDA, talvez no MP3, quem sabe até no seu celular e ao mesmo tempo pode ser completamente diferente? Pois é, esses pedacinhos de plástico (cada vez menores) estão em praticamente todos os gadgets portáteis, chegando até aos netbooks. O problema é que tem mais formato de cartão de memória do que mulher-fruta hoje em dia. Com isso, virou quase fundamental ter um daqueles leitores trocentos-em-1 para garantir que o cartão poderá ser lido pelo seu computador e facilitar a transferência de arquivos. A Gizmodo resolveu jogar uma luz neste tema e mostrar os formatos que existem (por enquanto).

CompactFlash é como o Big Mac. Por enquanto, não vai ser jogado para escanteio por qualquer sanduíche natural, mesmo sendo enorme. Esse formato não é mais utilizado pelos gadgets que chegam às mãos dos consumidores finais, que estão mais acostumados com os cartões SD, mas ainda está na crista da onda com a galera profíssional que usa as câmeras digitais SLR. Eles são muito resistentes, são enormes (até 100GB de espaço) e ridiculamente rápidos na transferência (não-oficialmente chegando até a 66 MB/s). Isso tudo entra em questão quando você está soltando o dedo no motordrive e tirando milhares de fotos por segundo em formato RAW, em condições não-favoráveis (como uma guerra ou uma final de Libertadores).
CompactFlash UDMA é a versão mais moderna das especificações do CompactFlash. A versão 4.0 adiciona suporte à interface Ultra DMA 133, levantando as taxas de transferência para 133 MB/s. Tem a cara do cartão CF, mas com um "UDMA" carimbado. Além de soar importante, isso permite disparo de fotos seqüenciais mais longos nas novas câmeras DSLR. Ainda periga a interface PATA ter os dias contados, já que as especificações SATA (que vão levantar as taxas de transferência a 3 gigabits, ou seja, quase 400 MB/s) estão no forno.

Secure Digital, ou SD, é líder no mundo dos cartões de memórias presente nos gadgets do nosso dia-a-dia, desde câmeras digitais até o Nintendo Wii, passando por muitos MP3 players (menos os iPods, lógico), sendo até expansão de memória de netbooks (como do meu Acer Aspire One). Vários modelos de laptops já estão vindo de fábrica com leitor embutido para este formatinho, que acabou se tornando mais popular que o CompactFlash por ser pequenininho. O tamanho ajuda, mas versão padrão deste cartão é bem lentinha e não armazena tanto assim (as especificações permitem até 2 GB, mesmo existindo cartões maiores). Além disso, é bem mais frágil que o CompactFlash (mas ele não quebra só de colocar a mão). Outra vantagem é que SDs são bem baratos, dá pra encontrar por aí um cartão de 1 GB custando uns R$ 20.

Secure Digital High Capacity - traduzindo: SD para gente grande. É uma extensão do formato SD, que permite mais armazenamento (até 32 GB) e grava em velocidades muito mais rápidas (a SanDisk anunciou em janeiro cartões que atingem 30 MB/s). Parecendo sindicatos, o SDHC é dividido em classes - 2, 4 ou 6 - que informam as transferências mínimas de cada um (2 MB/s, 4 MB/s e 6 MB/s respectivamente, se não ficou claro). O pulo do gato é que eles são idênticos aos cartões SDs normais, mas os gadgets mais antigos não lêem e muita gente leva gato por lebre na esperança de estar comprando um cartão com mais espaço. Isso é pouco falado, mas as câmeras novas estão, na surdina, dando suporte ao SDHC ao mesmo tempo que ainda permitem o uso dos cartões SD, já que o tamanho físico é o mesmo.

MiniSD é um SD baixolinha, com aproximadamente 1/3 do tamanho do SD original e, claro, com uma variação HC para oferecer capacidades maiores que 2 GB, assim como o irmão maior. Criado para o mercado dos celulares, teve a vida curta, coitado. Foi limado pelo absurdamente minúsculo microSD. Mesmo ainda sendo encontrado nas lojas, não conte com novos modelos surgindo. Ainda bem que na maioria das vezes ele vem com um adaptador que permite utilizá-lo como um cartão SD normal.

MicroSD e sua versão HC são ridicularmente pequenos, literalmente do tamanho de um botão. Mesmo tendo espaço para MP3 players e outros gadgets, dominou mesmo como cartão de memória dos celulares. Tem praticamente as mesmas especificações do SD e do SDHC, mas não é tão rápido e (claro) não oferece tanto espaço (se bem que já foi anunciado pela SanDisk um de 16 GB). O grande perrengue deste cartão é a tremenda facilidade de se perd... opa! Cadê o meu MicroSD que estava aqui na mesa? Droga...

MultiMediaCard é o formato-pai do SD. Desde que o SD entrou no mercado, o MMC teve seus dias contados. Para se ter uma idéia como ele já era, até a sua Associação (que desenvolve suas especificações) foi dissolvida. Só para constar, se um dia achar um perdido na gaveta, ele deve funcionar no seu leitor de cartão SD (mas não é garantido, viu?).

Memory Stick e os 300: Vamos parar e dar uma respirada agora porque chegou a hora do formato criado e praticamente proprietário da Sony com suas trocentas variações. Num passado não muito distante, a Sharp e a Samsung também fabricavam este cartão. Mas isso já era. Se você procurava alguma coisa para se irritar com a Sony, achou. Ela não pára de criar cartões de memórias, mas pelo menos mantém todos à venda. Vamos aos dito cujos:

O Memory Stick original, que agora está obsoleto, oferece de 4 MB até 128 MB. Existia ainda o tal do Memory Stick Select, que basicamente eram dois cartões de memórias espremidos juntos com um switch para escolher entre os dois.

Memory Stick PRO foi a primeira seqüência real do Memory Stick. É mais rápido e teoricamente consegue ter até 32 GB de tamanho, mas até agora só é vendido no máximo com 4 GB. Os cartões PRO com mais de 1 GB de capacidade usam o modo de operação High Speed para transferência mais rápidas.

Memory Stick Duo foi a forma da Sony encolher o Memory Stick daquele chiclete para um formato SD. Tirando isso, é apenas um Memory Stick normal, até mesmo limitado aos 128 MB de espaço. Com um adaptador, pode ser usado em um leitor Memory Stick comum também.
Memory Stick PRO Duo tem o mesmo formato do Duo original, no estilo SD, mas com capacidades e velocidades comparáveis ao SDHC. A maior capacidade atual é de 16 GB.

Memory Stick PRO-HG Duo é o Memory Stick mais novo e com o maior nome. O grande tchan dele é sua interface paralela de 8 bits que permite transferências de até 30 MB/s, o que é fundamental para filmadoras HD. Existe ainda, acreditem, outra versão, a PRO-HG Duo HX, que já oferece transferência de 20 MB/s.
Memory Stick Micro, vulgo M2, é a ponta da linha, a versão Sony do MicroSD. Ganha um pirulito quem adivinhar onde ele é utilizado. Nos celulares da Sony Ericsson, claro. A SanDisk compactua produzindo este formato, assim como no PRO-HG. A maior capacidade oferecida neste formato é de 16 GB, que diga-se de passagem, é bem mais cara que o primo microSD. Como era de se imaginar, volta e meia não é aceito pelos leitores de cartão mais antigos.

xD-Picture Card: Se você é um grande fabricante de câmeras, por que não criar um padrão só seu? Deve ter sido isso que a Olympus e a Fujifilm pensaram quando criaram este modelo de cartão de memória, já que o mercado é totalmente dominado pelo SD. Este formato entrou para substituir o mais-que-falecido Smartmedia, utilizado pela Olympus no início dos tempos da câmera digital. Também oferece diversos sabores - M, H e M+ - cada um oferecendo maior capacidade e/ou velocidade, mas todos dentro do mesmo formato pequeno. Só servem para (adivinhem!) câmeras Olympus e Fujifilm - a Kodak pulou fora e debandou para o lado do SD - e capacidade máxima de apenas 2 GB. Pode estar com os dias contados.

SxS: Ok, é da Sony também, mas não é Memory Stick. Voltado para os profissionais e filmadoras HD, tem a velocidade de transferência de 800 MB/s. Chega a ter 32 GB mas isso tem um preço nada módico. A Sony está vendendo o cartão de 16 GB, com capacidade para gravar 1 hora de vídeo, por US$ 1,1 mil. Pelo menos ele tem o formato de um ExpressCard, assim pode ser inserido direto em vários laptops (desta vez até em um Mac).

P2 é um outro cartão caro, metido a besta e para profissionais, só que desta vez desenvolvido pela Panasonic, que se amarra em turbinar SDs. Por isso mesmo, quando surgiu nada mais era que um monte de SDs juntos em um array RAID striped, mas isso é coisa do passado e hoje são a apenas as memórias mesmo em um setup RAID em formato de PC Card. Também chega até 32 GB, mas é mais lento que o SxS, em torno de picos de 640 Mbps. Pelo menos é mais baratinho, custando US$ 900 um cartão de 16 GB.

Fonte: Gizmodo

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

LEITORES DE TELA TRANSFORMAM TEXTOS DO COMPUTADOR EM ÁUDIO PARA ACESSIBILIDADE DE CEGOS

Ouvir os textos na tela do computador, transformar um e-book em MP3 e escutá-lo no seu celular, permitir que deficientes visuais e analfabetos tenham acesso à internet, ajudar crianças em fase de alfabetização. Esses são alguns usos dos leitores de tela, que, além de oferecerem entretenimento e educação, são uma ferramenta poderosa na inclusão digital.

Para Marco Antônio de Queiroz, 51, consultor em acessibilidade na rede, "leitores de tela são fundamentais para a acessibilidade de algumas deficiências, em especial a cegueira".

Com os programas, deficientes visuais podem executar qualquer ação no computador, de receber um e-mail a ouvir o que está digitando. Algumas narrações são tão reais que parecem a de um noticiário de TV.

As vozes que acompanham os programas são sintetizadas --um pouco estranhas no começo, mas bem compreensíveis. Para os que exigem mais realismo, outras vozes são vendidas separadamente, custando US$ 25 em média. Em algumas línguas, como o inglês, é possível até mesmo escolher o sotaque da voz.

Para Francisco Lima, 44, professor da Universidade Federal de Pernambuco, deficiente visual de nascença, os leitores de tela também servem a uma outra função. Francisco dá aulas de informática para deficientes auditivos. Com um micro, tela, teclado e leitor de telas, eles se comunicam sem nenhum problema.

A idéia por trás dos leitores de tela não é nova --o Jaws, por exemplo, foi criado em 1989, e o brasileiro Dosvox, quatro anos depois. Ainda assim, diz Francisco, que se especializou na área de inclusão, foi a internet e o conceito de software livre que os tornaram acessíveis a um grande número de pessoas.

Mas, diferentemente do que possa parecer, os programas não são restritos a deficientes visuais. Pedagogos os usam na educação de crianças dislexas e com certos tipos de deficiência intelectual. Curiosos, para ouvir seus livros digitais.

O pleno funcionamento dos leitores de tela, no entanto, depende também da adaptação de sites e outros programas.

O maior problema são arquivos do tipo PDF, lidos apenas por versões mais recentes do Jaws e do Virtual Vision, ambos pagos. Já arquivos em Power Point não são lidos nem mesmo pelo leitor de telas do próprio Windows Vista, o Narrator.

Apesar dessas limitações pontuais, vale conferir os principais programas do gênero.

Fonte: Site Olhar Direto

Redes Wi-Fi domésticas são mais seguras, diz estudo

Um estudo da empresa de segurança americana RSA chegou a uma conclusão curiosa: redes sem fio domésticas são, em geral, mais bem protegidas do as que redes aplicadas em ambientes corporativos.

Segundo o site heise Security,a análise comprovou que mesmo com informação ampla a respeito dos riscos de redes desprotegidas ou mal configuradas, a segurança de redes sem fio fica muito aquém do adequado.

As pesquisas da RSA com redes sem fio começaram há sete anos, primeiro em Londres e posteriormente se expandindo para Paris e Nova York, mas é a primeira vez que redes privadas foram incluidas nos testes. O resultado? Mais de 90% destas redes estavam bem protegidas.

Em Paris, 98% de todas as redes domésticas tinham criptografia, comparado a 97% em Nova York e 90% em Londres. Os métodos utilizados para cifrar os dados eram melhores que os escolhidos por empresas: em Paris e Nova York, as redes domésticas possuíam criptografia mais forte.

Londres foi a cidade analisada com o nível de segurança mais baixo entre as três metrópoles estudadas, embora comparativamente tenha sido a cidade em que houve maior equilíbrio entre qualidade de criptografia encontrada em redes Wi-Fi domésticas e corporativas. Entretanto, 25% das companhias não possuíam qualquer proteção, um número maior se comparado aos dados do ano anterior.

Em Paris foi descoberto que tanto redes corporativas (94%) e redes privadas (98%) estavam com proteção adequada.

O estudo Wireless Security Survey também mostrou que a capital inglesa é a mais avançada em número de pontos de acesso: 12.276, quase 3 mil a mais que Nova York, noticiou o site IT Pro.

Os relatórios podem ser lidos, em inglês, em arquivos PDF, organizados por cidades pelos atalhos:

Fonte: Magnet

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Google lança integração do Calendar e Docs para o Gmail

O Google anunciou, na segunda-feira (27/10), a integração do Calendar e Docs ao Gmail por meio de gadgets que podem ser ativados pelo Google Labs.

Com a novidade, os usuários podem visualizar seus compromissos marcados no calendário e seus documentos recentemente acessados diretamente da caixa de entrada do Gmail.

Para habilitar os gadgets, o usuário deve clicar em “Settings” e selecionar o Calendar e o Docs na aba “Labs”. Os recursos são oferecidos para os usuários da versão em inglês do Gmail.

Na semana passada, o Google lançou uma função para que os usuários do Gmail possam criar múltiplas respostas automáticas aos e-mails recebidos.

Fonte: PC World

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Gigantes da Internet assinam código de ética

Microsoft, Google e Yahoo divulgaram nesta terça-feira um código de conduta conjunto para oferecer proteção à liberdade de expressão na Internet e garantir a privacidade de usuários contra a intromissão de governos no ambiente online.

O código, intitulado Global Network Initiative, foi assinado depois de as empresas terem sofrido críticas por auxiliarem governos como o da China a censurarem conteúdos da Internet.

Segundo o acordo, as companhias vão limitar os dados que poderão enviar aos governos em questões que tratam da liberdade de expressão e privacidade dos usuários.

"Este é um primeiro passo importante", avalia Mike Posner, da organização não governamental Human Rights First.

Posner afirmou à BBC que o acordo é o "reconhecimento por estas companhias, grupos de defesa dos direitos humanos e investidores de que deve haver uma responsabilidade coletiva sobre este problema crescente".

"As empresas devem ser mais firmes em desafiar a interferência sem razão de alguns governos (na Internet)", disse Posner.

O documento afirma que a privacidade é "um direito humano e uma garantia da dignidade humana" e diz que as empresas signatárias se comprometem a resistir a demandas por restrições na liberdade de expressão e na privacidade feitas por governos.

As empresas também se comprometem a avaliar o nível de liberdade de expressão em um país antes de fecharem acordos e de se certificarem de que seus funcionários e parceiros façam o mesmo.

"Estes princípios não serão uma solução definitiva para o problema, mas, o mais importante para mim é que eles fornecem mais transparência", afirma Danny O'Brien, da Electronic Frontier Foudation.

"Nós nos juntamos a essa iniciativa porque sabemos que um grande número de grupos trabalhando juntos pode conseguir mais do que uma empresa agindo sozinha", disse Andrew McLaughlin, diretor global de políticas públicas do Google.

Acusações
O advento do acordo acontece depois de anos de críticas e acusações de que muitas empresas - inclusive Google, Yahoo e Microsoft - concordaram em ajudar a desenvolver o que é conhecido como "O Grande Firewall da China", um sistema de bloqueio de conteúdos de Internet do governo chinês.

O Google foi acusado de cumprir exigências do governo chinês para filtrar pesquisas na Internet e eliminar resultados em seu sistema de buscas sobre palavras como "democracia" e "Massacre da Praça da Paz Calestial", por exemplo.

Já a Microsoft foi acusada de bloquear o blog de um famoso pesquisador de mídia chinês que publicou artigos contra a demissões no jornal Beijing News Daily.

Pesquisadores canadenses também afirmam que uma joint venture chinesa do serviço de ligações pela Internet Skype monitorava as comunicações dos usuários.

Um jornalista chinês também foi condenado a dez anos de prisão depois que o Yahoo China forneceu suas informações pessoais ao governo.

Mapa
Nesta terça-feira, o CEO e co-fundador do Yahoo, Jerry Yang, comemorou a assinatura do novo código de conduta.

"Estes princípios dão um mapa para companhias como o Yahoo operarem em mercados onde a liberdade de expressão e a privacidade são restritas", disse.

"O Yahoo foi fundado sobre a crença de que promover o acesso à informação pode enriquecer a vida das pessoas e os princípios acordados hoje refletem nossa determinação de que as nossas ações reflitam esses valores ao redor do mundo", afirmou Yang.

Mas, enquanto a China costuma ser pintada como o lugar onde estes direitos são menos respeitados, o pesquisador Colin Maclay, do Centro Berkman para Internet e Sociedade da Universidade de Harvard, afirma que outros países e governos também cometem abusos.

"O número de Estados buscando censurar conteúdo online ou procurando ter acesso a informações pessoais na Internet está crescendo", diz.

"Os meios empregados para isso - técnicos, sociais, legais e politicos - são cada vez mais sofisticados e diversas vezes colocam empresas de Internet e de telecomunicações em situações delicadas".

Questão de negócios
A Global Network Initiative foi desenvolvida pelas empresas de Internet junto com grupos de defesa dos direitos humanos, acadêmicos e investidores.

Adam Kanzer, diretor da companhia de investimentos Domini Social Investments, afirma que a iniciativa, assim como é a "coisa certa a se fazer", também faz sentido nos negócios.

Ele disse à BBC que "quando se vê a indústria caindo em táticas de vários regimes ao redor do mundo, a questão dos negócios é muito clara".

"A liberdade de expressão é central nos negócios destas empresas. Elas dependem de uma internet aberta, livre e segura. Se as pessoas não acreditarem na internet e não acharem que ela é segura, é contraproducente para seus negócios".

Mas os esforços já estão sendo vistos por alguns como insuficientes.

"Depois de dois anos de discussões, eles terminaram com muito pouco", diz Morton Sklar, diretor-executivo da ONG World Organization For Human Rights, nos EUA.

"Isto é pouco mais de que uma declaração de apoio a princípios gerais, sem nenhum mecanismo concreto que garanta que as medidas sejam adotadas", afirma.

Apesar das críticas, espera-se que outras empresas assinem o código de conduta e duas empresas européias, France Telecom e Vodafone, já afirmaram estar considerando adicionar seus nomes ao acordo.

Fonte: BBC Brasil