domingo, 9 de janeiro de 2011

CES: Conheça o mouse multi-touch para Windows

A Microsoft apresentou nessa quinta-feira (6) o primeiro mouse multi-touch para o Windows 7 na CES 2011, em Las Vegas. O periférico possui sensores embutidos na parte de cima que permite que o usuário deslize seus dedos para interagir e dar comandos para o computador.

Além dos movimentos padrão como clique direito e esquerdo, duplo clique e scroll, é possível fazer uma série de novos comandos usando até três dedos ao mesmo tempo. O usuário pode, por exemplo, deslizar o dedão na lateral do mouse para avançar ou voltar em páginas da web.

Movimentar dois dedos na parte de cima permite que você minimize e maximize janelas ou dê zoom em fotos. Além disso, você pode organizar e gerenciar seu desktop e programas abertos deslizando três dedos sobre o gadget.

O mouse multi-touch custará US$ 79 e estará disponível no mercado a partir de junho. Confira o vídeo de divulgação abaixo:



Fonte: Olhar Digital

CES: Transmissão de eletricidade sem fio

Uma inovação mostrada pela Fulton Innovation na CES pode tornar realidade a transferência de energia elétrica sem fios em breve, segundo o jornal britânco The Independent. Chamada de eCoupled, a novidade funciona através de um princípio chamado de "near-field resonant magnetic induction", ou traduzindo ao pé da letra, indução magnética resonante de campo próximo. Simplificando, a energia é transferida de um ponto ao outro através de imãs, ao invés dos tradicionais fios.

A tecnologia já existe há algum tempo e é usada, por exemplo, nos laptops Latitude Z da Dell. Os cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) também já fazem experimentos desse tipo desde 2007.

Apesar disso, a eCoupled se diferencia porque o carregador se comunica direto com o aparelho e detecta quando há necessidade de energia. Dessa forma, a fonte recarrega o aparelho automaticamente assim que ele entra no alcance.

A empresa garante que a tecnologia já possui 98% de eficiência e pode, finalmente, desaparecer com o emaranhado de fios que hoje existe em qualquer casa.

Fonte: Olhar Digital

Maior TV com tecnologia LED do mundo atinge 75 polegadas

Um dos recordes mais buscados anualmente pelos expositores da CES é o de maior televisão do mundo. Na edição de 2011, nenhum fabricante conseguiu superar a marca obtida pela Panasonic na CES de 2010, com um monitor de plasma de 152 polegadas.

A Samsung, no entanto, pode se orgulhar de ter a maior TV da tecnologia mais procurada do momento: a TV de 75 polegadas apresentada em Las Vegas neste ano tem tela LCD iluminada por LEDs. Com resolução Full HD, ela é compatível ainda com conteúdo 3D.

TV da Samsung tem 75 polegadas e exibe imagens em Full HD e em 3D.

Fonte: Globo/Tecnologia

Samsung negocia com Google acordo de TV com internet

A Samsung Electronics, maior fabricante de TVs do mundo, está negociando com o Google um acordo para produzir uma TV com conexão à internet com a marca do site de buscas, mas as companhias ainda têm questões a serem resolvidas, disse o chefe da unidade de televisão da Samsung.

As negociações fazem parte de uma série de acordos que a Samsung vem fechando em conteúdo e tecnologia, visando conquistar uma fatia maior do crescente mercado de TVs 'inteligentes', que espera irá elevar suas vendas de TVs de tela plana em 15 por cento.

"Estamos discutindo com o Google, mas ainda há algumas questões para resolver e queremos que seja um acordo que beneficie ambos os lados", disse Yoon Boo-keun a jornalistas durante a feira de eletrônicos Consumer Eletronics Show, em Las Vegas.

A Samsung anunciou na quinta-feira parcerias com Comcast, Adobe e DreamWorks Animation para ressuscitar suas vendas de televisões 3D e com conexão à Internet, que foram mais fracas que o esperado, e evitar que a acirrada concorrência de preços mantenha os preços baixos.

Fonte: Globo/Tecnologia

ISDB-T conta com adesão de 12 países

Com a decisão do Uruguai de abandonar o padrão e DVB-T de TV digital e adotar o nipo-brasileiro, a Colômbia ficou isolada no continente, sendo a única a adotar um padrão diferente do ISDB-T, justamente o DVB-T. O Uruguai anunciou no final de 2010 a opção pelo padrão nipo-brasileiro. Com isso, são 12 os países que já anunciaram oficialmente a adoção do ISDB-T: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Filipinas, Japão, Paraguai, Peru e Venezuela.

O padrão vem sendo analisado ainda por países da África, América Central e América do Sul.

Fonte: Ginga/DF e Tela Viva

domingo, 2 de janeiro de 2011

Novo celular da Google será lançado no Brasil

Nexus S tem lançamento previsto no Brasil para o primeiro trimestre de 2011.
Fonte: Nexus

O Nexus S foi anunciado pela Google no início de dezembro nos Estados Unidos. Ele representa a segunda geração de celulares criados pela empresa com o objetivo de demonstrar o Android. Segundo o presidente da Google para a América Latina, Alexandre Hohagen o lançamento deve ocorrer no Brasil ainda no primeiro trimestre de 2011.

O Nexus S tem sua fabricação feita pela Samsung e conta com processador de 1 GHz, sistema operacional Android 2.3, tela touchscreen de 4 polegadas com resolução de 800x480 pixels. Até o presente momento ainda não há um anúncio oficial sobre a forma na qual as vendas serão efetuadas (somente pela internet, por operadoras etc.). Também não há previsão de qual será o preço do aparelho.

Fonte: Baixaki

UFRN vende tecnologia da informação para todo o país

Nem só de cabeças americanas saem ideias geniais que, de tempos em tempos, mudam – para melhor – a maneira como a tecnologia influencia a nossa vida. A sacada de Gleydson de Lima, um natalense “da gema”, foi desenvolver um único sistema que armazena todas as informações da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Antes da implantação do Sistema de Integrado de Gestão (SIG), dados como as pesquisas publicadas pelos professores, as férias dos funcionários, a quantidade de café comprada e o banco patrimonial da UFRN eram armazenados em dados separados – muitas vezes em arquivos de papel – e custava tempo e dinheiro reunir tudo. Analisar aquilo, então...

Desde 2007, os alunos podem fazer matrículas online, o reitor pode saber que funcionário consumiu mais diárias ou qual o principal motivo de trancamento de determinado curso.

Em menos de quatro anos de uso, o SIG foi replicado em outras 15 instituições, entre elas o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e 11 universidades federais. O Ministério do Planejamento quer estender a ferramenta para todas as instituições do Brasil. Por isso, Gleydson de Lima tem viajado mensalmente a Brasília. Da sua sala na UFRN, ele também costuma fazer reuniões com pessoas de outros estados por meio de um sistema de videoconferência.

Gleydson de Lima tem 27 anos. Ele conduz uma equipe de 120 pessoas que dão suporte e aprimoram o SIG – a maior equipe de criação de software do estado - na Superintendência de Informática da UFRN desde os 23 anos. Ele também cuida para que essa multidão não interfira na arquitetura original no sistema, uma de suas preocupações. “Como uma cabeça pensa diferente da outra, a gente tem que criar mecanismos para automatizar essa manutenção da base”, explica. A outra preocupação é ter reconhecida legalmente a autoria do SIG. A UFRN já recebeu 16 milhões de reais com a transferência de tecnologia para outras instituições. Tudo foi investido em equipamentos, contratação de pessoal e aumento de salários da Superintendência. “Na prática, as instituições investem ainda mais naquilo que está sendo repassado”, explica o diretor.

A questão dos direitos autorais começou a ser discutida neste ano. “A legislação me garantiria participações se tivéssemos feito o SIG pensando em contratos de repasse de tecnologia, mas o que a gente pensou foi no fortalecimento da universidade. A meu ver, as outras coisas viriam como consequência. Vamos ver se isso acontece”, disse Gleydson de Lima na ampla sala onde trabalha em um dos dois prédios da Superintendência.
Nerd, boa pinta, apreciador de cerveja

Bonito, comunicativo e bem vestido, Gleydson de Lima não lembra em nada o protótipo do nerd tímido e atrapalhado que ficou cristalizado no nosso imaginário. Casou-se aos 25 anos com a Raphaela, colega de curso, depois de namorar nove meninas. Gosta de filmes de ação, lê pouco, vai ao estádio, pratica esportes – no último ano emagreceu treze quilos correndo -, e prefere o convívio familiar e os churrascos de fim de semana às redes sociais. “Cervejinha pra mim é fundamental”, diz, entre risos. Nem tem facebook. Um sonho de consumo? Uma casa à beira-mar para reunir os amigos.

Mas duas coisas o separam de nós, pobres mortais: a paixão pelo trabalho e a enorme capacidade de solucionar problemas na sua área. “Eu olho para aquilo e já consigo ver o que é. É vocação total”, analisa.

O hábito de planejar a vida - “me pergunte o que farei daqui a cinco anos e eu responderei” - a teimosia, que ele vê como defeito, e o gosto por desafios também devem tê-lo ajudado a alcançar o sucesso profissional tão cedo. “Não gosto de não saber de um assunto. Não gosto de depender. Se há uma tecnologia nova e ela começa a dar problema, eu me sinto incomodado, viro duas ou três noites para resolver aquilo”.

Aos 14 anos, já criava sistemas no antigo computador do seu pai, um microcomputador 486, para ajudá-lo no comércio. Aos 16, antes de prestar vestibular, virou noites estudando a grade curricular de engenharia da computação e foi à universidade conversar com os professores para saber se era aquilo mesmo que queria. No meio da graduação, foi convidado pela Caixa Econômica Federal para ajudar na criação do software do projeto das loterias, e morou um ano em Brasília. Apesar das várias propostas de emprego (ele tinha apenas 20 anos), preferiu voltar e concluir os estudos.

Para não ficar desnivelado, fez quatro semestres em dois. “Foi a época que tive as melhores notas. Meu Índice de Rendimento Acadêmico ficou próximo a 9,5”, lembra. Concebeu a arquitetura do SIG na época da conclusão do curso. Foi o aluno laureado de 2004. Em 2006, foi nomeado pelo reitor Ivonildo Rego, com quem sempre teve bom relacionamento, diretor de sistemas da universidade.

“Meu sonho era desenvolver Natal na parte de Tecnologia da Informação. Natal é uma cidade turística e a gente vê que em TI a coisa ainda é meio complicado”.

Entrou para o mestrado e passou a desenvolver os embriões do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), o Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos (Sipac) e o Sistema Integrado de Gestão e Recursos Humanos (Sigrh), que se integram e compõem o SIG, coordenando um grupo de seis pessoas. A UFRN o apoiou, o grupo cresceu. Nessa época, ele também dava aulas na FARN, onde se tornou coordenador de pós-graduação de Sistemas Corporativos. Está no meio de um doutorado na UFRN.

A comunidade acadêmica reúne 500 mil pessoas entre alunos, professores e funcionários. Ainda não se sabe quanto o SIG trouxe de economia para a UFRN. “A gente sabe que a economia só de papel é gigante”, avalia Gleydson de Lima. Não é difícil outros ganhos: os processos foram agilizados, a burocracia ficou menor, e as informações se tornaram mais claras.

“Aquele meu sonho inicial foi feito. O que se quer que a UFRN continue o apoio durante muito tempo”, disse. Isso tem a ver com o que ele planejou para os próximos anos: ter filhos, consolidar a parte de digitalização dos processos do SIG e gerenciar a área de concurso do sistema. Além de, é claro, continuar os cursos de capacitação dos professores. “Sempre tem aquele professor que não quer ver nem o computador na frente”.

Fonte: Tribuna do Norte