quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TV Digital: Revogado ato que decidiu pelo padrão europeu na Colômbia

Mais um capítulo na história da opção pela TV digital na América Latina. O Conselho do Estado da Colômbia acatou recurso e suspendeu decisão, tomada há dois anos, do Conselho Nacional de Televisão, entidade responsável pelos assuntos da radiodifusão colombiana, pelo padrão europeu DVB-T. Processo, agora, para a TV digital terrestre, voltou a estaca zero, abrindo frente real para os interessados numa revisão de escolha - Brasil e Japão e, por fora, a China.

A decisão do Conselho do Estado da Colômbia, tomada nesta quarta-feira, 01/12, é mais um ato em torno da decisão daquele país com relação à TV Digital terrestre. A Colômbia, hoje, em função dessa opção, em 2008, pelo DVB-T, está 'isolada' dos demais países da América Latina, que terminaram por fechar acordo com Brasil/Japão, pela adoção do ISDB-T, o padrão nipo-brasileiro, que nesta quinta-feira, 02/12, completa três anos de operação no Brasil.

Segundo reportou o noticiário Evaluamos, da Colômbia - inclusive com a apresentação do documento oficial da decisão do Conselho de Estado, que o Convergência Digital reproduz nessa reportagem - cabe recurso à decisão - tomada a partir de uma interpelação feita pelo advogado Juan Carlos Gómez Jaramillo contra a ata 1443, sob a alegação que houve falha no processo - a decisão foi unilateral quando havia a necessidade de se fechar acordos.

A decisão do Conselho do Estado é bastante significativa, até porque, dois canais públicos se preparavam para iniciar os testes para a TV Digital terrestre, com o DVB-T e, agora, comprar equipamentos para esse padrão significa um risco grave financeiro e técnico. Se a determinação for mantida caberá ao Conselho Nacional de Televisão refazer todo o processo - publicar edital, abrir para consulta pública e divulgar o resultado.

Mas o mais grave é a possibilidade de uma crise de mercado na Colômbia. Isso porque fabricantes e radiodifusores - que já tinham investido no padrão DVB-T - podem e, muito provavelmente o farão, processar o CNTV pelas perdas nas vendas. Fato é que, agora, de fato a opçao pelo DVB-T está ameaçada legalmente naquele país.
Fonte: Convergencia Digital

Criador do Wikileaks divulga arquivo que pode ser seu "seguro de vida"

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange: futuro incerto

O fundador do site "WikiLeaks", Julian Assange, postou na internet há algumas semanas um misterioso arquivo intitulado "insurance.aes256", que pode conter todos seus segredos para o caso de lhe ocorrer algo, dizem várias páginas especializadas.

O motivo da existência do arquivo e seu conteúdo se transformou em um acalorado debate em muitas páginas da internet, especialmente depois de o "WikiLeaks" revelar durante esta semana mais de 251 mil documentos confidenciais dos Estados Unidos.

O arquivo, que foi inicialmente colocado na página do "WikiLeaks" sobre os documentos da guerra do Afeganistão e que pode ser baixado como arquivo "torrent", pesa 1,4 Gigabytes e está codificado com AES256, o sistema de encriptação mais avançado e adotado pelo Governo dos EUA.

O "WikiLeaks" e Assange não deram praticamente nenhuma explicação sobre o conteúdo do arquivo e a razão pela qual ele está sendo disseminado.

No final de julho, pouco depois de o arquivo aparecer em seu site, Assange foi questionado sobre o tema pela jornalista americana Amy Goodman.

"Bom, acho que é melhor não comentarmos sobre isso. Mas já sabe, alguém poderia imaginar em uma situação similar que valeria a pena assegurar as partes importantes da história para que não desaparecessem", explicou.

O site "Cryptome" especulou então que se algo acontecesse com o "WikiLeaks" ou com Assange seus voluntários revelariam a contra-senha para abrir o arquivo.

A revista "Wired", por sua vez, especulou que o suposto autor do envio dos documentos secretos que estão sendo revelados pelo "WikiLeaks", o soldado Bradley Manning, na realidade proporcionou a Assange mais documentos que os 251 mil telegramas diplomáticos e as dezenas de milhares de documentos sobre o Afeganistão e o Iraque já revelados.

Fonte: Exame/Abril

A grande mudança para a nuvem

Imagine gastar todo dinheiro que você ganha em projetos pessoais de seu interesse, sem ter que despender um centavo com serviços básicos? Não, não se trata do retrato de um país que emprega bem os impostos que coleta. É na verdade o cenário projetado pelo jornalista e escritor norte-americano Nicholas Carr para as empresas que passarem a utilizar de forma intensa a computação em nuvem. Carr, referência no tema após ter lançado o livro A Grande Mudança – Reconectando o Mundo, De Thomas Edison ao Google (Editora Landscape), abriu nesta quarta-feira, 1, o Info Summit, primeira edição do evento que foca nas novidades tecnológicas no mundo corporativo.

No começo, o assunto parecia árido, feito apenas para executivos engravatados e CEOs de plantão. Mas o palestrante tornou tudo mais leve com sua explanação simples e inteligente do tema. Afinal, se a empresas do mundo passarem por grandes mudanças, o mundo e consequentemente minha vida também passarão, não? Carr primeiro mostra os dados: em média, as empresas gastam metade do seu orçamento para armazenar dados e manter funcionando programas vitais, sempre em muitos (e caros) servidores internos. Ora, se as companhias utilizassem a nuvem (modo infinitamente mais barato) para fazer os mesmos serviços, poderiam usar esse dinheiro para desenvolver novas tecnologias, produtos e serviços (ou dar maiores bônus de fim de ano aos executivos).

É uma medida burra então manter servidores e equipes técnicas, comprar softwares e hardwares? “Não quando você está gastando com programas e uma infra-estrutura que ofereçam vantagens a sua empresa, que façam com que ela fique muito à frente das outras, tenha algo exclusivo. Assim o dinheiro é bem gasto. O problema é quando se gasta dinheiro para criar e manter serviços iguais aos de todas as outras empresas. Elas poderiam economizar. Esse gasto individual poderia ser evitado se todas as empresas usassem o serviço vindo da mesma fonte”, palestrou Carr. O gasto com Tecnologia da Informação (T.I) subiu de 5% em 1968 para 45% nos anos 2000.

E para quem pensa que a computação em nuvem é um fenômeno completamente novo, Nicholas Carr afirma: “é a nova expressão de um antigo padrão que sempre se repete”. Como assim? “Serviços básicos sempre no começo ficaram nas mãos das empresas, mas, com o tempo, passam por uma centralização, permitindo que as empresas invistam em outras áreas”. Melhor um exemplo para explicar: Burden, um imigrante da Escócia, construiu em sua fábrica de aço no ano de 1850 a maior roda d’água para produzir energia dos Estados Unidos (no telão, uma foto da majestosa construção), o que o colocou na liderança de seu ramo. Em 1920, é tirada uma nova foto (novo slide). Tudo abandonado, com mato crescendo para todos os lados. Estaria o negócio de Burden falido? Não, continuava de vento em popa. A diferença é que no meio tempo surgiram as grandes usinas de energia elétrica. As empresas não precisavam mais construir e manter suas própria fonte de energia. Agora, um modelo central distribuía o serviço a todos, o que saía muito mais barato. Voltando a 2010. As empresas cada vez mais perceberão que é desnecessário manter enormes e custosos servidores e tudo que envolve essa área. Está (quase) tudo na nuvem.

Claro, não é sair colocando todos os seus dados nas mãos de terceiros. Novo slide. Na tela, uma lista dos medos (“Justificáveis”, disse Carr) que impedem um mergulho na nuvem. O principal, claro, colocar dados confidenciais e/ou fundamentais nas mãos de outra empresa. E se os servidores pegarem fogo? E se a empresa que cuida dele falir? E se ela, de má fé, consultar o que não deve? São problemas reais e graves. Só serão esquecidas quando a prática for amplamente disseminada, os problemas e soluções já conhecidos e a prática de usar a nuvem virarem algo corriqueiro. “Hoje parece óbvio a centralização da produção de energia, mas na época de Burden não era. Havia um receio de deixar isso na mão de outra empresa, pois eletricidade é fundamental para qualquer produção. A mesma coisa ocorre hoje com o setor de T.I, há um receio de repassar esses dados”.

Para finalizar, Carr afirma que a computação em nuvem veio para ficar por um motivo: nós, consumidores, adotamos esse modelo. Ao usar Facebook, Orkut, YouTube, Gmail e todos esses serviços que magicamente não precisamos instalar em nossos computadores, já fizemos uma opção. E isso vai fluir para o lado das empresas, garante Carr. “A revolução da nuvem já foi feita, em nossa casa. Agora, são as empresas que estão migrando”.

Fonte: Estadão/Link

Orkut imita Foursquare e lança badges

O Orkut embarcou na mania lançada pelo Foursquare para cativar os usuários — os badges. Badges (ou insígnias, em tradução literal) são selos que aparecem no perfil do usuário para registrar acontecimentos e conquistas pontuais. A novidade foi anunciada hoje, no blog oficial do Orkut.

No Foursquare – rede social de geolocalização – os badges comemoram quando o usuário faz check-in em diversos aeroportos (“Jetsetter”), ou quando ele aparece em um local onde vários outros membros do Foursquare também estão presentes (“Swarm”).

O Orkut adaptou a premiação às formas de interação mais comuns no site. Por exemplo, um usuário dono de comunidade com mais de um milhão de pessoas cadastradas ganha o selo de “Comunidade Milionária”, e quem tem conta no Orkut há mais de cinco anos vira “Veterano”. Confira na imagem abaixo alguns exemplos de selos lançados pelo Orkut.
Fonte: Estadão/Link

Taça ABC de Futebol Digital

Gosta de PES 2011 e FIFA Soccer? Que tal participar de um campeonato? A taça ABC de Futebol Digital acontece durante o mês de dezembro em Santo André (SP).

Haverá torneios de Pro Evolution Soccer 2011 e Fifa Soccer 11.

As rodadas acontecem nos dias 11, 12 e 18 de dezembro. A final será no dia 19. O campeão levará um PlayStation 3; o vice, um jogo; e o terceiro colocado, um controle.

As inscrições custam R$ 25. O Oficial de site no E-Sports Brasil

Fonte: Estadão/Link

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Segundo a Canon esta foto é verdadeira

A regra é clara: se está na Internet é verdade. Se vier em formato de foto, é mais verdade ainda, que o digam as fotos da Hermione pelada que circulam por aí.

Infelizmente alguns chatos não acreditam em tudo que vêem, outros mais chatos ainda insinuam, tendo pouco além de fatos para provar suas afirmações que pessoas sempre manipularam imagens a seu favor, mesmo antes do advento do Photoshop. Diante dessa histérica comunidade tendenciosa que só admite um lado da história (o real) vários métodos foram criados para determinar a autenticidade de uma imagem.

Um deles é o OSK-E3 da Canon, uma tecnologia de autenticação e assinatura digital que garante que uma imagem não foi alterada digitalmente. As fotos são assinadas criptograficamente pela câmera na hora que são feitas, depois com um software especial e um smart card é possível comparar a assinatura gerada pela máquina com uma gerada pelo PC, usando a imagem como base. Se forem diferentes, a imagem foi alterada.

A tecnologia garante inclusive a autenticidade dos dados EXIF, num flagrante ataque à liberdade individual. Se eu quiser que minha foto do Pacaembu venha com dados de GPS de Niterói, eu tenho que poder, oras.

Para nossa sorte os Defensores da Liberdade da ElcomSoft foram camaradas. Esses hackers russos divulgaram uma pesquisa onde obteram as chaves de autenticação das máquinas Canon. Aparentemente as chaves estavam disponíveis no Firmware da câmera, sem nenhuma encriptação. Com isso acabou o monopólio da Verdade. Não mais só os monopolistas da Canon detém o direito de dizer que uma foto é verdadeira. Agora qualquer um pode fazer isso.

Se um pouco de Verdade é bom, imagine para todo mundo. Com a divulgação da pesquisa de Dmitry Sklyarov, o hacker russo em questão, não só a tecnologia de autenticação de imagens da Canon foi democratizada, como por tabela foi resolvido um dos grandes problemas da web: Fotos falsas. Rodando a autenticação e reenviando os fakes, todas as fotos se tornam verdadeiras. Caso encerrado.

Fonte: BoingBoing e Meio Bit

Lei de Informática mobiliza setor de eletrônica

"Lei é instrumento importante para consolidação do setor industrial. Benefício gera retorno em investimento em P&D, qualificação de recursos humanos e geração de empregos."

Empresários, representantes de instituições de fomento à pesquisa e do governo federal fizeram um balanço da Lei de Informática em reunião nesta segunda-feira, dia 29, em Brasília. A reunião também teve o intuito de juntar propostas para que as empresas voltadas para a tecnologia da informação e comunicação (TICs) tenham melhores condições crescimento. Entre as sugestões apresentadas está a participação mais efetiva das pesquisas desenvolvidas pelas empresas no desenvolvimento do País.

A Lei de Informática concede uma diminuição no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na ordem de R$ 3 bilhões por ano. Em contrapartida, exige que a empresa beneficiada investida pelo menos cerca de 3% do valor em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Com isso, são investidos anualmente cerca de R$ 600 milhões.

De acordo com o secretário de Políticas de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto César Gadelha Vieira, o "Simpósio de Avaliação dos Impactos da Lei de Informática na Indústria e do Cenário Atual do Setor de Tecnologia da Informação" não foi realizado com o objetivo de propor alterações imediatas na lei em vigor.

"A princípio não queremos modificá-la. Mas, sim, identificar os avanços obtidos até agora, os gargalos e as possíveis soluções. Isso tudo irá compor um documento que servirá de subsídios para uma possível modificação ou não da lei. Quem sabe até na criação de mecanismos auxiliares. Vai depender do resultado final, da compilação de toda contribuição colhida no evento", assinalou.

Gadelha, que encerrou o evento, disse que o simpósio superou todas as expectativas, principalmente pela participação de representantes do setor da eletrônica.

"A lei se tornou um instrumento importante para a consolidação do setor industrial brasileiro. O benefício que ela proporciona não é apenas do retorno em investimento em P&D por parte das empresas, mas também, a geração de empregos e qualificação de recursos humanos. Existe uma estruturada montada em função da lei. É importante dizer ainda que a lei hoje é um forte atrativo de empresas estrangeiras que têm montado seus centros de pesquisas aqui no Brasil", disse.

O simpósio foi realizado pela Secretaria de Política de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Cerca de 120 convidados participaram das discussões.

Fonte: Protec e MCT